Inovação e criatividade

 

E vamos falar de inovação e criatividade.

 

Criatividade estaria MUITO relacionada a criar sem amarras, à arte, a deixar emergir o que você sente que quer criar, se deixar fluir.
O olhar para qualquer direção, para qualquer lado, se deixar infundir para qual tempo.

Inovação estaria MUITO relacionada à reflexão, experiência, observação do que já está criado, conversas com outros, a deixar emergir o que vários pensam e sentem.
O olhar para o passado, o presente, o futuro, pensar sobre isso, olhar em volta e ver o que seria adequado para mudar para melhor o que já foi feito até agora. Ou mudar tudo.

Entendi isso fazendo um workshop na Hub escola em 2011[1] com Eurico Gushi.

E entendi que em uma organização, enquanto atividades de marketing deveriam ser predominantemente feitas por criativos, a inovação é imprescindível à alta administração e ao pessoal de planejamento estratégico.

Também me ocorreu que para o branding/marketing, inovação (técnica e ciência). E que para o marketing/publicidade, criatividade (técnica e arte).

Estas colocações podem ficar muito esquemáticas se eu penso que um inovador criativo pode ser interessante. E que um criativo inovador pode ser o diferencial.

Mais para efeito do que eu estou querendo pontuar neste artigo, vou aceitar meu raciocínio esquemático.

 

inovação Criatividade
O experienciado O novo
Alguém com “experiência” Alguém com “juventude”
Inovatividade como uma medida da capacidade de inovar Criatividade como uma medida da capacidade de criar
Melhor, não necessariamente diferente. Diferente, não necessariamente melhor.
Processos, fluxos
Equipe Um só
Ver coisas e situações de outros ângulos, inclusive pelo olhar de todos e outros envolvidos. Ver coisas e situações de um jeito diferente.

 

Foi interessante ler que para um artista “digital”, Soongyu Gwon, … “criatividade não seria inventar o que não existe e sim, enxergar as coisas de forma diferente. E foi isso que o designer fez ao utilizar seu domínio em edição de imagens para criar a ilustração fantástica e intensa”.[2]

E isto porque para o seu trabalho no Projeto TEN[3], ele criou uma peça fantástica, com referências mitológicas e interpretação surpreendente: a figura do centauro, um brutal homem-cavalo, é representada por uma frágil jovem, protegida pelos galhos secos de uma árvore dos temíveis corvos.

fotolia-ten-2013-Soongyu-Gwon

A inovação envolveria limites, reflexão, experiência, introspecção, seria o arquiteto em seus dias de design.

A criatividade envolveria não-limites, explosão, terrenos não-pisados antes, extroversão, seria o arquiteto em seus dias de artista.

As duas podem conviver, mas tem que mostrar suas caras, uma se identificar à outra, podem ser complementares, mas não são espelhos, são dimensões diferentes.

Em suma, os inovadores devem – fundamentalmente – inovar e não manter. Ou não teremos inovação.”

Esta frase tirada do status de Augusto de Franco ( Escola de Redes) no Facebook, e usada em outro contexto, serve/cabe perfeitamente para todos que se movem nas searas da inovação.

Todos, absolutamente todos.

Eu terminaria com uma reflexão, que é a frase anterior modificada: “Em suma, os inovadores devem – fundamentalmente – usar sua criatividade e [necessariamente] sua experiência para inovar. E não para manter seu status quo ou algo parecido.”

 

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[1] Atividades que aconteceram no The HUB em 2011 e 2012 ( http://saopaulo.the-hub.net/ )

[2] Tem um trabalho fortemente influenciado pelos mais de 5 mil anos de história coreana, além de cultura asiática em geral, quadrinhos e filmes. http://www.gwonsoongyu.com/

[3] http://www.tenbyfotolia.com/#!/br/2/

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