Aplicativos, plataformas, gadgets e novas economias.

Aplicativos[1], plataformas[2], programas[3], gadgets[4] e outros podem funcionar como ferramentas[5] ou instrumentos[6]. Ou podem ser um modo de vida. Ou podem ser tão diferentes do que existe que mudam comportamentos. E modelos de mundo.

Falemos de alguns.

O twitter.
Pouca gente se lembra que o twitter começou com o mote “o que você está fazendo agora?” e que realmente o pessoal usava para isso. Quantos “acabei de levantar e está chovendo!” não haviam… no entanto ele se transformou e passou a fornecer comunicação, e trocas de comunicação, relevante e concisa[7] e a fazer acontecer relatos de coisas acontecendo em tempo real. Hoje ainda ele é muito bom para isso.
As 140 letras começaram a servir para muita coisa, inclusive poesia. Aprendi muito sobre concisão com o twitter, principalmente em como ser relevante em 140 caracteres, inclusive porque o que você falava nestas exíguas 140 letras tinha que ter começo, meio e fim.

Uma provedora de acesso
A Mandic[8] foi minha primeira provedora de acesso à web em idos de 1990.
Minha e de várias pessoas e mudou o modo como as pessoas interagiam com computadores e interfaces, porque permitia que se acessasse a WWW. Sem falar no Windows como interface no computador – de mesa – para que isso acontecesse.[9]

Um portal
O portal UOL foi transformador em seu início. Quase todo mundo nesta época teve um email UOL e acessava a Internet por ela, pois a Mandic havia sido vendida e estava “estranha”. E ainda era um portal! Foi o primeiro no Brasil.

O Ipad
O Ipad foi MUITO transformador na maneira de se ouvir música e a Apple músicas, na maneira como as armazenava e vendia. Não era preciso mais comprar um disco ou um CD inteiro, se poderia comprar a música que se quisesse. Nesta época a Internet (até no Brasil) era “banda larga” o suficiente para se começar a ouvir música via streamings.

 

E até aqui falei muito em tecnologia e web. E suas relevâncias. E seus impactos na vida do dia a dia.

Tecnologia “disruptiva” ou diruptiva[10].

E a partir deste ponto vou falar de Novas Economias.

 

Quando se fala nas tais Novas Economias logo se liga o assunto a moedas digitais[11], criptomoedas[12], fintechs[13], blockchain e outros no mesmo gênero e na mesma “pegada”.

E continua-se pensando em tecnologia(s) de máquinas. E programação. E empreendedorismo tradicional. E em economia.

Mas neste ponto há de se ponderar que economia tem muito mais a ver com relações entre pessoas e suas trocas e seus fluxos, mesmo que há muito tempo intermediários tenham tomado conta disso.
E por isso é necessário se dizer que as Novas Economias só tem sentido ao se incorporar pessoas às tecnologias. E que se faça isso de modo intenso.

E se fazendo isso juntando a economia de compartilhamento[14], a economia solidária[15], a economia criativa[16], os bancos comunitários[17] e suas moedas[18], a economia colaborativa e outras práticas, incluindo estudos que “vêem” as Novas Economias, como a Fluxonomia[19] , e daí  indo até a uma economia circular[20] usando design regenerativo[21] e outros processos e sistemas, percebe-se com cada vez mais clareza  que o que elas estão fazendo é resignificar relações entre pessoas, empreendimentos e trabalho. E resignificando o que se entende por economia.

E também está fazendo emergir comunidades de aprendizagem e de prática nestas Novas Economias baseadas nestes sistemas e processos e baseadas na pessoa.

Nas pessoas. E em suas relações e fluxos.

E que se pode ou não usar para isso tecnologias de máquinas e softwares, mas que estão frequentemente usando e aperfeiçoando tecnologias[22] e metodologias sociais colaborativas, estas sim imprescindíveis.

São pontos de vista diferentes? São.

São pontos diferentes de partida de olhares.

E daí vem a pergunta: de que pressupostos seu olhar está partindo?

Em qual modelo de mundo você está mergulhado?

É aí que você quer mesmo estar?

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Este texto faz parte de uma série de textos que estou publicando e que são reflexões minhas sobre alguns temas e a comunidade que estou participando – Comunidade de práticas e aprendizagens Novas Economias – Oniversidade, que durará durante os anos de 2018 e 2019. A publicação destes textos ocorrerá em múltiplas plataformas: estarão armazenados em alguns sites meus, mas todos estarão também publicados no Medium[23].

Vejam mais sobre ela aqui:  https://www.catarse.me/novaseconomias 

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[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Software_aplicativo

[2] https://pt.wikipedia.org/wiki/Plataforma_(computa%C3%A7%C3%A3o)

[3] De computador ou outro gadget – https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_de_computador

[4] https://pt.wikipedia.org/wiki/Gadget

[5] https://pt.wikipedia.org/wiki/Ferramenta

[6] https://pt.wikipedia.org/wiki/Instrumenta%C3%A7%C3%A3o_industrial

[7] Ainda mais depois que se introduziram nele as #hashtags e os links.

[8] https://pt.wikipedia.org/wiki/Aleksandar_Mandic

[9] Nem vou falar aqui que era a famosa “banda discada”, acesso à Internet via telefone.

[10] http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/40666-a-gloria-da-dirupcao.shtml

[11] https://pt.wikipedia.org/wiki/Moeda_virtual e    https://en.wikipedia.org/wiki/Digital_currency

[12] https://pt.wikipedia.org/wiki/Criptomoeda e   https://en.wikipedia.org/wiki/Cryptocurrency

[13] https://pt.wikipedia.org/wiki/Fintech

[14] https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_do_compartilhamento

[15] https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_solid%C3%A1ria

[16] https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_criativa

[17] https://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_comunit%C3%A1rio

[18] Por sinal elas são de papel.

[19] https://pt.wikipedia.org/wiki/Lala_Deheinzelinhttp://laladeheinzelin.com.br/

[20] https://www.ellenmacarthurfoundation.org/pt/economia-circular-1/conceito  e   https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_circularhttps://projetodraft.com/verbete-draft-o-que-e-economia-circular/

[21] https://www.ellenmacarthurfoundation.org/pt/economia-circular-1/escolas-de-pensamento  e   https://www.flaviavivacqua.com/  e  https://en.wikipedia.org/wiki/Regenerative_design

[22] https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia_social

[23] https://medium.com/@mariathebr

 

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