O básico, o essencial e o coração.

No sábado do dia 23 de junho de 2018, eu e mais sete pessoas[1] da Comunidade de Aprendizagem e Práticas em Novas Economias[2], da Oniversidade[3], fomos inaugurar a cozinha-coração comandada pela Elem Pss[4] .

E este coração fica dentro de uma comunidade que os de fora chamam de Instituto Favela da Paz[5], mas os que conhecem chamam de “casa do Claudinho do Poesia”.

Foi muito gratificante ver “ao vivo e a cores” que por lá as relações entre as pessoas fez e faz emergir uma comunidade que realmente tem muito coração. E uma comida deliciosa.

E fiquei pensando que em uma comunidade como esta dá para ver muito bem a diferença entre o básico e o essencial.

No “básico” colocaremos as chamadas necessidades básicas, o que é necessário para se sobreviver. No essencial, e o nome já remete à essência, o que é necessário para estar/ficar íntegro, inteiro, apesar de adversidades e felicidades.

E aqui quero seguir falando de comunidades: o básico e o essencial delas.

Estando no meio de uma comunidade na periferia da cidade de São Paulo, com um “núcleo duro” coeso, mas não imutável ou rígido, deu para perceber com clareza que o cuidado com as relações é o que os une e os mantêm. É o núcleo essencial da comunidade.
E o interessante é pensar nisso também como núcleo básico, porque os alimenta – não de uma maneira tradicional – e é interessante ver como isso se reflete no cuidado com alimentação – tradicional – que cada vez mais eles têm, visto muito bem na cozinha-coração que citei no começo.

Também penso aqui em inteligência coletiva[6] e inteligência de rede[7]. Inteligência coletiva é o que vem da somatória de um grupo. Inteligência de rede emerge de uma determinada rede e tem uma ação exponencial, não uma somatória, e se espalha. E o que vi na comunidade-rede emerge do núcleo central, se esparrama pela rede toda e volta ao núcleo central. E também chega a outras comunidades e se replica, em fluxos saudáveis e infinitos.

Confiança, coerência, vulnerabilidade (se permitir ser e ter), presença.

Eu já vi isso em outros grupos-comunidades, mas nunca tinha visto um que vivesse isso com todas suas forças. Um grupo de guardiões de seu propósito e do propósito de cada um, fazendo com que emerja uma força una. Confiança e afeto para eles, entre eles e para os outros, criando espaços de acolhimento e confiança.

Vida longa às pessoas que ousam e se permitem viver isso.

Grata a todos que fizeram de meu sábado um dia inesquecível.

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Este texto faz parte de uma série de textos que estou publicando e que são reflexões minhas sobre alguns temas e a comunidade que estou participando – Comunidade de práticas e aprendizagens Novas Economias – Oniversidade, que durará durante os anos de 2018 e 2019. A publicação destes textos ocorrerá em múltiplas plataformas: estarão armazenados em alguns sites meus, mas todos estarão também publicados no Medium[8].

Vejam mais sobre ela aqui:  https://www.catarse.me/novaseconomias

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[1] Jade Chaib, Nathália Abdalla, Martha Christina, Louise Nazareth, Miriam Cruz, Alex Bretas e Felipe Viagi.

[2] https://www.catarse.me/novaseconomias

[3] https://www.facebook.com/groups/oniversidade/

[4] https://www.facebook.com/hellem.fernandes.7

[5] https://www.facebook.com/institutofaveladapaz/

[6] https://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_coletiva e https://en.wikipedia.org/wiki/Collective_intelligence

[7] http://escoladeredes.net/group/teoria-interativista-da-aprendizagem/forum/topics/existe-uma-aprendizagem-tipicamente-humana

[8] https://medium.com/@mariathebr

 

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