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Vou falar sobre simplicidades complexas.

Como alguém faz isso ?

Vendo as simplicidades complexas do mundo.

Como se prepara alguém para ver isso? Ou como alguém se prepara para isso aos outros?

Talvez com uma certa visão dinâmica do todo e das partes, e olhando o mundo e o vendo como um enorme organismo que não para e que funciona de maneira fisiologicamente sistêmica. Talvez alguém que consiga olhar fractalmente as suas partes e reconhecer nelas o seu todo. Talvez alguém que não veja nada separado de nada. Talvez alguém que veja metodologicamente dimensões materiais, mentais, emocionais e espirituais mais que não se perca nestes métodos.  Talvez alguém que daí ecologicamente enxergue uma nova biologia? E que daí consiga enxergar os processos de uma sustentabilidade real?

Mas de verdade, de forma real, cada um que atua a este nível traça seus próprios caminhos, tem seus marcos. E alguns marcos de minha vida profissional explicam meus caminhos:

  • Comecei minha formação pela faculdade de veterinária (UNESP-Jaboticabal), de 1981 a 1985, onde desenvolvi minha visão de ser vivo, não só de um ser vivo no mundo, mas a visão de um ser vivo que adoece, uma visão de saúde-doença. Foi onde comecei a desenvolver minha visão sistêmica de mundo (por conta da fisiologia e da fisiopatologia), e de ciência, e onde tive meu primeiro contato com a Homeopatia.
  • Depois foram os cursos de Homeopatia (no NUCLEHOM e na Associação Paulista de Homeopatia), que me forçaram a desenvolver cada vez mais uma abordagem terapêutica diferenciada, que servisse a minha visão de ser vivo e não o contrário. E que junto com a veterinária, me fizeram ter interesse por agropecuária orgânica, sustentabilidade e bem estar animal.
    A agropecuária orgânica pelo respeito à terra e aos animais. Sem intoxicação química da terra e dos animais. E a aplicação da sustentabilidade (as suas dimensões) à terra: a econômica, o ecologicamente correto, o economicamente viável, o socialmente justo e o culturalmente acordado. E o bem estar animal, que está diretamente ligado à bioética.
  • Em seguida vieram o mestrado e o doutorado em História da Ciência (PUC-SP), que deram método e estrutura aos meus estudos em geral e aos pressupostos fisiológicos que se adequassem as teorias homeopáticas, e que deram uma profundidade substancial em meus estudos em ciência e o treinamento em trabalhos que se situam em áreas de interface (biologia-história, medicina-física, etc) para que eu desenvolvesse uma atuação transdisciplinar.
  • Outros temas que vieram num crescendo desde a faculdade e foram se aperfeiçoando ao longo de minha trajetória: a abordagem de tudo que estudo baseada em complexidade e transdisciplinaridade, a importância da ciência da informação e da ciência das redes,etc.

E os estudos em grupo e trabalhos em equipe, que cada vez mais evoluíram para redes, virtuais e presenciais, e redes digitais, catalisadas pela entrada no grupo Escola de Redes no final de 2008.

E sem esquecer as midias digitais e ser ‘heavy user’ ( comecei em internet nos tempos da BBS Mandic e do Windows 3.11) em web e cia.

Mas talvez o que melhor descreva o que procuro são três “fórmulas”:

1)      [(ciência da informação + gestão do conhecimento) + gestão de pessoas = (ensino-aprendizagem)]

2)      [(Inovação + experimentação) + design + (ensino-aprendizagem) = Tudo  (tudo? O meu tudo…)]

3)      [(ciência da informação) + (ciência das redes)] + biologia = (quase) TUDO

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Ver mais sobre mim em Maria Thereza do Amaral.

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